segunda-feira, 3 de agosto de 2009

cronicas de um viajante estático

Hoje, 4 de agosto, faz um ano desde que eu oficialmente saí do Brasil, para vir viver aqui em Buenos Aires. Tento já há alguns dias fazer uma reflexao de que significa esse um ano longe do distrito de Sousas, que tanto quero. Sousas é distrito de Campinas, cidade que também tenho muito carinho (foi lá que nasci) e que tem uma fama desgraçada de ser a cidade mais GAY do Brasil.
Aqui trato de fazer minha crítica, porque até os portenhos ficam enchendo o saco, mas como já falou o meu colega Marcelo Ninci: A turma fala que os campineiros sao viado, mas é só observar época de eleiçao: A bicharada volta tudo pro mato, pra votar em suas cidades natal. E aí sim, volta a normalidade e some os bichinhas !
Brincadeiras a parte, apenas um comentario para nao perder o fio da meada e já jogar a batata quente na mao de outros, um dado: Campinas em meados do seculo XIX era o maior produtor de café do estado de sao paulo. Assim os filhos da oligarquia iam estudar na europa e quando voltavam pra Campinas, diziam que estavam estranhos, com costumes meio delicados. hahahaahah
Bem, feito a observacao e voltando a tentativa de reflexao, tenho alguns comentarios acerca de pontos que me parecem mais importante para comentar esse um ano aqui na Argentina:
1- Banzo da familia, dos amigos e de Sousas,
2- Dos novos amigos e da musica,
3- As dificuldades de deixar os velhos hábitos,
4- Sobre a enorme dificuldade do porteño para dirigir um veículo automotor,
5- Buenos Aires: Cheiro de churrasco, óleo diesel e maconha,
6- A mulher porteña.

Espero poder nos proximos dias poder comentar de maneira mais clara o que enumero acima e talvez se surgir mais detalhes, poder ser um pouco mais organizado e mais claro. Somente escrevo e publico hoje, para nao perder a data ! :-))))

terça-feira, 21 de julho de 2009

A relacao entre porteiros e coca-cola

Já faz vários dias que essa idéia fica dando volta na minha cabeca e até agora nao tinha como fazer a sinapse de uma maneira imparcial e que meus companheiros argentinos nao ficassem chateados comigo (embora nao creio que tenha argentinos que leiam o que escrevo). Acontece que todas as manhas, quando vou trabalhar, já as 7 da manha, esteja calor ou um frio de rachar, está uma cambada de porteiro pelas ruas de Buenos Aires lavando as calçadas, com suas mangueiras e a agua correndo sem parar. É realmente inacreditável o potencial que esses individuos tem em disperdiçar água.

Sempre que os vejo, além de uma enorme vontade de xinga-los, imagino cada um desses como se fossem daquelas estatuas de chafariz. Pronto, deve ser isso: Esses sao os porteiros estátua. Comecam o dia como estátuas de chafariz, depois ficam o dia todo parado olhando a movimentacao na rua com o cotovelo apoiado na mesa da portaria e o queixo apoiado pelo punho, como a estatua "o pensador" de Rodin.

Tem um camarada que trabalha aqui comigo, o Santiago, que uma vez que conversavamos sobre esse assunto falava sobre a enorme capacidade desses individuos e assobiar. Essa foi uma coisa que ele sempre admirou nos porteiros.

Na realidade, porteiro é porteiro em todo lado. A grande maioria que conheci eram grandes personalidades, verdadeiros figuras dignos da sabedoria e bom humor do mestre Mussum. No geral todos sao extremamente fofoqueiros e sempre compartem as novidades e as piadas com os que serao o proximo alvo.

No entanto volto um pouco ao assunto dos porteiros daqui de Buenos Aires. Hoje recebi o boletim da revista exame e uma das matérias se chama "A nova obsessão verde" (http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/gestao/nova-obsessao-verde-482549.html), que mostra como que hoje as grandes marcas estao preocupadas em mostrar o quanto utilizam (vide disperdiçam) de agua para fazer seus produtos, com o suposto intuito de diminuir a quantidade necessária no futuro.

Entre os numeros que lá mostravam, falava que uma calça jeans Levi´s 501 gasta 2000 litros de agua em seu processo de fabricacao. Uma lata de coca-cola requere até 60 litros de agua !!!! ¿ Quanto litros será que se requere em disperdiçar agua para ser porteiro em Buenos Aires ?

Brincadeiras a parte com o conceito dos porteiros, o que é realidade é que o conceito de medicao de agua na cidade de Buenos Aires é a verdadeira culpada por essa cultura ao disperdício. As casas e apartamentos aqui nao tem relogio que marcam o consumo. Irei buscar mais detalhes, mas é tudo baseado sobre uma media de um determinado bairro ou zona.

domingo, 19 de julho de 2009

De los feriados largos y bicicletas

Parecia já ser um momento legal para escrever em espanhol, já que supostamente o nome do blog está em espanhol e a ideia desse texto seria explicar um pouco o conceito "de feriados largos y dias de lluvia", como um pouco já havia feito no texto anterior. No entanto, o portuñol anda bem, mas o español nao. Assim que se os momentos de vagabundagem sao para nao haver esforço, nao será agora que farei diferente.

A ideia do que escrever mudou um pouco nos ultimos dias. Porque se paramos para pensar e dar prioridades a coisas que realmente gostamos (tento usar a primeira pessoa do plural, mas na realidade é a primeira do singular) é dificil que algo que realmente nos faça feliz nao seja consequencia de outra coisa. Verdadeiras reacoes em cadeia.

Assim que a ideia de falar sobre os feriados largos remetem a algo que me alegra e que é parte primordial da minha busca a felicidade plena: andar de bicicleta.

Antes de tudo, uma breve nota o conceito de feriado largo: A palavra está em espanhol, nunca tinha colocado nome para esse tipo de feriado, mas creio que alguns chamam de feriado SANDUICHE: é desses que caem numa quinta feira e que, quando somos criancas, as escolas cancelam as aulas da sexta, ou que quando somos mais grandes, algumas empresas fazem o mesmo e depois te fazem trabalhar mais 30 minutos por dia por umas 3 semanas.

A interacao desse meio de transporte, de esporte, de lazer e de prazer no decorrer de minha vida passou sempre de maneira muito automatica e apenas há alguns anos que comecei a dar conta a grandeza dessa magrela para mim. E Estou seguro que para outras milhares de pessoas ao redor do mundo também. Ainda que me pareca muito dificil tentar exprimir realmente a importancia desse conjunto de tubos soldados, duas rodas e um conjunto de engrenagens, vamos adiante e ver a que chegaremos....

Entre todas interacoes com a magrela, comecarei com o ponto de ruptura, onde ela deixou de ser simplesmente um bem material. Ainda que me pareca muito controvertido e talvez relendo isso alguns anos mais tarde possa querer mudar o ponto (como fazem os futurologos nas edicoes seguintes de seus livros), pelo menos nesse momento parece ser o "insight" :-) .

Depois de passar uma grande decepcao, nao somente uma decepcao com outros e sim comigo mesmo, muito tempo sofrendo isso dentro de mim, resolvi que precisava ter um momento exclusivo para pensar em tudo o que tinha ocorrido. Nada melhor do que estar sozinho ... no entanto minha capacidade de ficar sozinho sempre foi extremamente débil: é muito bom estar com os amigos, escutar besteiras, verdades, rir e poder criar um pouco de polemica. Por isso que ainda depois de meses do que havia passado, nao conseguia me desprender.

Assim que prestes ao "feríado largo" de 12 de outubro de 2004, resolvi que viajaria sozinho. Como ? De bicicleta ! Que maravilha, que ideia fantastica !!! Voltar a fazer isso outra vez !!! Já tinha feito isso aos meus 15 anos com a turma do bairro para o sitio do Junao e do Lulu em Morungaba, depois com a turma da faculdade para Joanópolis e com o chicao nos caminhos para Jacuí. No entanto sozinho seria a primeira vez. Vamos pra praia!, pensei Conversei com o meu amigo Joao Paulo Rosa (amigao, mesmo sobrenome, poderia ser parente, mas melhor sendo amigo mesmo) e poderia encontra-lo em sua casa de praia em Ubatuba.

Como chegaria a Ubatuba ? Sairia bem cedinho de casa, as 5 da manha do sabado e pedalaria, pedalaria muito, até chegar em Jacareí ao fim do dia. Na semana dos preparativos consultei na internet sobre gente que tinha já feito essa viagem e vi 2 caras que foram de campinas a ubatuba e quase 10 horas (250 km em 10 horas !!!!). Nunca que chegaria a esse ponto. Fumava, bebia e com pouco condicionamento físico. Assim que minha viagem seria de 2 dias ! Primeiro dia Sousas-Jacareí (Rodovia Dom Pedro I) e segundo día Carvalho Pinto e Tamoios(ahh ... que delicia, serra!!!): Me lembro que na noite anterior, nos preparativos (na verdade nao havia preparativos estava indo de qualquer jeito) meu pai me enchia o saco, o violeiro Pulga falava pra eu levar mais pastilhas de freio porque corria o risco de acabar na serra (hahahah, nunca ouvi semelhante papo furado!!!) e mi mamá foi quem deu o incentivo. É nessas horas que adoro o Deus da minha mae: Deixo nas maos de Deus !!! Ela foi ao mercado, me comprou barra de cereais e frutas.

Nunca passei semelhante exaustao. Se a viagem era para pensar, nos primeros 20 kilometros somente pensava: que cagada está fazendo Marcos !! Depois somente pensava: Chega, chega ... quando cheguei em Jacareí, pensei em desistir e ficar durmindo naquele muquifo que encontrei. Mas o melhor estava por vir: A serra da rodovia dos Tamoios ! Quase 20 kilometros de descida, curvas, mar de um lado e mato do outro ! Lembro que havia avisado meus amigos que iria e meu camarada Josa foi testemunha. Ele resolveu voltar pela Dom Pedro de Sao Paulo de carro e cruzou comigo no caminho. Deus uma buzinadas e seguiu para Sousas, enquanto eu ... para a praia.

A viagem foi fantástica, realmente detalhes que poderia passar muito tempo contando, pessoas que cruzaram por alguns minutos minha vida e que foram de bondade imensa: como o tiozinho perto de Jacareí que saia de bicicleta de uma usina e me ajudou com informacoes de como cortar caminho para Jacarei. Ou como a dupla de bikers em Jacarei que me mostraram tambem um atalho em Jacarei para cortar caminho para a Caravalho Pinto.

Creio que dessa viagem, voltei renovado. Sobre a decepcao, pensei pouco. Pensei apenas que nao deveria perder meu tempo mais com isso. Só que a partir disso minha cabeca passou a passar em bicicletas: andar de bicicleta aos finais de semana, buscar os amigos para fazer mais viagens, fazer trabalhos cientificos sobre o impacto economico das bicicletas na sociedade. Cheguei a pensar a fazer uma viagem de bicicleta onde sairia de sousas para pedalar por todo circuito da cachaca (Sao paulo e Minas gerais). Seria uma viagem muito legal, no entanto ficou no papel.Um pouco por falta de oportunidade de seguir adiante e outra porque a mistura cachaca e bicicleta nao se dao bem. Tenho um grande amigo meu, o Chicao, que foi num churrasco com o pai dele de manha de bicicleta, encheram o tanque de alcool e depois na volta, zanzou tanto pela estrada, que caiu e quebrou a clavicula. Grande Chicao. Esse meu amigo tambem adora pedalar.

A bicicleta esteve sempre presente comigo de uma maneira impressionante ! Me lembro minha primeira bicicleta que meus pais me deram de natal. Obrigado Mae, obrigado pai ! Me lembro minha primeira mountain bike, que para as montanhas de sousas era essencial. Meu irmao um dia um dia a deixou no meio da rua e um pedreiro que trabalhava na rua de casa, voltando de marcha ré atropelou minha bicicleta, num episodio que imortalizou o famoso gritinho do meu irmao (o Edivaldo), interpretado pelo amigo Rodrigao por muitos anos depois. Valeu Du !!! Valeu Rodrigao !! Agradeco uma vez mais o Dusao por ter emprestado sua bicicleta para mim (e que continua minha até hoje).

Agora aqui em Buenos aires, tenho uma bicicleta que eles chamam de "playera". Paguei barato, para que ter mountain bike moderna e cara em uma cidade plana ?? É realmente bem simples e tem apenas aqueles freios que acionam quando giramos para trás. Ponho meu capacete de motoqueiro e me sinto numa Harley Davidson.

Saravá !!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sobre o inverno e os dias de chuva

Hoje o fim de tarde de Buenos Aires em algo ajudava a pensar o título disso (me refiro a "disso", porque nao tenho a menor ideia ainda do que estou fazendo). Hoje nao fazia nem muito frio e nem muita chuva. Tudo um pouco.

Passei grande parte de minha vida escutando as pessoas reclamando do inverno e da chuva: que tinham que ficar metidos em um monte de roupa, que molhavam a barra da calca, que passavam frio .... que, que, que .... Bem, na verdade já deveria estar acostumado que no geral reclamamos mais do que realmente é necessário: os mesmos que reclamam do frio e da chuva, sao os primeiros que reclamam quando está calor ou quando o tempo está seco.

A coisa anda mais ou menos como aquela música do Raul Seixas: "Mas é que se agora pra fazer sucesso... todo mundo tem que reclamar!".
É logico que em todo esse contexto climatico, pelos problemas sociais a que estamos expostos na america do sul,existem as pessoas que realmente podem vir a sofrer, passar o verdadeiro frio e perder bens importantes. No entanto, no geral é reclamar a toa mesmo.

No entanto, esse nao é o meu caso e falo de boca cheia: adoro chuva !!! por mim, todas as semanas poderiam ter pelo menos 2 ou 3 dias de chuva !!! Acho fantástico poder ficar debaixo de um telhado olhando a chuva cair, engrossar e depois acalmar. Ouvir os trovoes e os relampagos !!! Fantastico !!
Dia de chuva e dia de frio justificam ficar a toa, sem fazer nada !!! É demais despertar naquele dia de vadiagem e poder dizer: putz ... que fazer ? nada ... está chovendo !!! É a justificativa perfeita !!

Talvez essa paixao pela chuva tenha crescido em mim pela minha mae ... sempre quando chove, quando conversamos ela faz aquele comentario: chuvinha boa pra ver um filminho, ficar na caminha. Tudo no diminutivo.

E talvez a paixao pelo frio venha com o meu pai: Me lembro que um dia de frio, estavamos nós 4 na cama: meu pai, meu irmao, minha irma e eu. Estavamos todos com muito frio, quando entao ele propos a todos nós uma brincadeira. Deveriamos entrar por baixo das cobertas e quem ficava mais tempo lá "no calor", ganhava. Nao fiquei muito tempo: o peido que o velho soltou logo contagiou o ambiente e fui obrigado a sair, meu irmao tambem nao ... saimos e meu pai ria, ria. E minha irma ? Por que nao saiu ? Meu pai tirou as cobertas e "o calor" havia sido tao forte, que a pobre vomitou.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entre zeca e Tolstoi

Ontem depois de conversar por muito tempo com uma pessoa muito especial para mim, fui surpreendido com uma breve ideia que me fascinou: poder ter algo como um blog ... e bem depois de mais ou menos 24 horas, aqui estou ... com um blog e ???

Como a grande maioria, creio que para comecar a escrever, há que começar. Como consequencia de minha conversa com Macarena, conversavamos sobre historias para criancas e coincidentemente hoje o Clarín publicou um caderno com histórias para ler para crianças.

Entre essas histórias, as duas primeiras que li falavam de cachorros. E um dos cachorros era o "bolita", que era o cachorro de Leon Tolstoi, contado pelo próprio Tolstoi: "Bolita",que foi como traduziram para o espanhol, deveria ter um nome em russo ... melhor assim, mais simples ...
Assim como descrevia seu cachorro, lembrei imediatamente de um otimo cao que tive: o Zeca.

José Carlos, foi apresentado a mim muito ocasionalmente, quando trabalhava na empresa de meu pai e tinha meus 21 ou 22 anos. Um rapaz que nos entregava peças disse tinha um cachorro e nao poderia mais te-lo, já que o bicho estava muito grande e vivia num lugar muito pequeno.

Quando fomos pessoalmente apresentados é que mais me lembrei do "bolita" do Tolstoi: o sujeito tinha a mandibula para frente, como mais tarde minha tia que é dentista me disse: O Zeca era prognata. Muitas vezes ele me lembrava o meu avo gersao, com essa mandibula.

Levei o Zeca para casa. Chegou muito assustado. Realmente deve ser no minimo um pouco assustador esse estranho hábito que temos, de ter algo, nao um objeto e depois simplesmente desfaze-lo só porque nao nos convem mais. Depois de alguns dias ele já estava mais a vontade, era muito querido por todos de casa e por meus amigos: Era muito carinhoso, manso e aquela feiura dele que parecia em um momento ser assustador, depois conquistava a todos.

Quando apresentei o Zeca aos amigos e familiares, o meu amigo Jasmin ficou meio bravo quando falei o nome do meu novo cachorro: era o nome do pai dele ! O cachorro chegou com esse nome e era combinava com ele. Meu irmao me lembrou que quando fui busca-lo para leva-lo a casa dos meus pais, a mae do seu antigo dono disse ao Zeca: E Zeca ... agora nao vai mais peidar aqui debaixo da minha janela !!! hahaha ... era incrível como ele peidava !!!

Tenho um outro amigo, o Chico, que também era um grande admirador desse cachorro. Soube esses dias que colocou o nome ao filhote da cria do seu boxer Ringo também de Zeca. Ringo quase foi morar com o Zeca lá em casa, mas eles nao se deram bem. Brigaram feio. É assim né ... as pessoas queridas fazemos essas homenagens :-)))

Uma relacao de amizade e de carinho é como uma planta ... só deixar de dar agua e morre e creio que é isso que mais me entristece ao lembrar do Zeca: nao cuidei de nossa relacao de amizade.
Numa tarde de segunda-feira, um colega passou em casa pra e simplesmente deixou o Zeca sair para a rua. Creio que aqui é que comecou uma sequencia de equivocos muito grande.

Dessa primeira vez meu vizinho, o violeiro Tiago Pulga, cruzou o Zeca andando saindo do nosso bairro, preso por uma corda: Eí, que voces estao fazendo com o Zeca ? Esse cachorro é do meu camarada ! ... Dessa vez o Zeca voltou.

Era um cachorro muito bonzinho, como essas pessoas que ainda que estejam em uma situacao que nao se sintam bem, nao falam nada. Outra vez Zeca saiu para passear na rua Eu ao inves de tentar entender o que acontecia, simplesmente segui a vida: Dessa vez o Zeca foi embora e nao voltou ...

O Pulga ainda me disse que encontrou outro dia o Zeca pelo centro de Sousas, com um moleque ao estilo Jiu-jitsu e que o chamavam de Sadam. - Só podia ser ele Marcao !, me falou o pulga. - Voce acha que eu nao reconheceria o Zeca ?

Ao terminar essa historia, Tolstoi diz que seu cachorro "bolita" correu mais de 20 verstas para tentar alcanza-lo. Pode parece um fim triste, mas o Zeca foi um companheiro que me fascinou e que depois de anos me faz refletir muito sobre meus erros, nossos momentos juntos e sobre o significado da amizade !